12 de Novembro de 2009

REVELAÇÕES DE CACAU

E não é que me foi feita uma revelação sem eu esperar? Quer dizer, pensei que já tivesse sido superado, que já estivesse noutra - mas não na minha. Eu bem que sempre estranhei aquelas mensagens contínuas de treinos que não me interessam para nada, até porque nem faço karaté nem pratico nada parecido a treinos de luta ou combate. Eu explico - o meu ex - o chocolate P. (que na altura agiu como um tótó - ver aqui), nunca deixou de manter contacto. Tem sempre enviado mensagens informativas de treinos - provavelmente para ver se eu respondia a alguma - informou-me que ia ser pai, informou-me quando foi efectivamente pai (quando nasceu a menina) e continuou, depois disso, a enviar mensagens informativas de treinos que não pratico.

E nestes últimos dias tive a "declaração" de que ele ainda pensa em mim. O que não é nada bom, considerando todos os outros factos. Pensei para mim: "Este homem nunca há-de ser homem de uma mulher só." E, sinceramente, fiquei aliviada e contente por já não ser eu essa mulher. Não entendo o que é que uma pessoa que age deste modo pretende das pessoas com quem se envolve, não entendo o que é que entende por relacionamento nem o que quer desse mesmo relacionamento. E a grande tristeza e decepção disto tudo é saber que existe uma grande maioria que age exactamente assim - de forma imatura e totalmente desprendida.

É por estas e por outras que não há
como o meu amor italiano!

9 de Novembro de 2009

SÍNDROME DA SUPER-MULHER

Este fim-de-semana falei num assunto que achei interessantíssimo, não só pelo nome que essa minha amiga lhe deu, mas também pelo seu conteúdo. Ora, o Síndrome da Super-Mulher é, em termos gerais, a responsabilidade que as mulheres assumem perante imensas situações, facetas e pessoas da sua vida, tentando fazer com que tudo corra bem e esteja sempre sob controlo. E as super-mulheres têm duas características fundamentais - fazem tudo e salvam todos.

São verdadeiras Heroínas.

O que é que elas fazem?
Elas cuidam do marido, dos filhos, trabalham, cuidam da casa, dos pais, dos animais domésticos, da roupa, da loiça, da festa de aniversário da Joaninha, da reunião de apresentação do Manuel, são encarregadas de educação - são esposas, mães, amigas, organizadoras, trabalhadoras, enfermeiras, ouvintes. E mulheres? Estas super-mulheres fazem tudo menos cuidar de si próprias, relegando para segundo plano o que as torna únicas e singulares - o ser mulher.

Quem é que elas salvam?

Todos. Principalmente homens com ar de miseráveis. Aqueles com ar de cachorrinho abandonado. Os coitadinhos. Aqueles cheios de pena de si mesmos, vítimas de alguém cruel ou de alguma situação menos feliz das suas vidas. Aqueles que têm um ar sofredor que chega a dar dó. E a Super-Mulher, sensível aos problemas de todos, olha para aquela alma sofredora e condói-se da sua dor. Propõe-se então a salvá-lo. Porquê? Porque ele precisa dela. Porque ele precisa de ser salvo. E ela, só ela pode salvá-lo. Ela vai salvá-lo de todo o mal que lhe fizeram, vai salvá-lo de quem o magoou, vai protegê-lo para sempre das feras selvagens que percorrem as ruas desta sociedade "cruel", que não viram aquela criatura maravilhosa, que não podia ser ferida. E só ela tem esse poder. E ela acredita nisso. Piamente. Acredita que o pode mudar. Acredita que o pode salvar. Mais uma vez a Super-Mulher não se salva a ela mesma.
E quem é que disse que a Super-Mulher precisa de fazer tantos esforços? Quem disse que ela tem que salvar aquele cachorrinho miserável que, muito provavelmente, nem se quer salvar a si próprio nem ser salvo? Quem é que disse que ela precisa de fazer tudo isso? Ela mesma. Ela é que ditou essa regra na sua vida. Só que o trabalho a que estas mulheres se dão não é recompensado nem valorizado. Seria muito mais benéfico que a Super-Mulher cuidasse de si mesma, se salvasse a ela mesma, fizesse de tudo por ela mesma.

E Super-Homem? Acham que existe?

8 de Novembro de 2009

NA ÍNDIA EM PORTUGAL

Este fim de semana fui com uma amiga muito querida assistir e ainda fazer um pouco de dança clássica indiana, especificamente uma dança tradicional do sul da Índia, de nome Bharata Natyam. ADOREI. AMEI. Fiquei fascinada. É linda, linda, linda aquela dança e fiquei com vontade de fazer mais.

Esta foi uma das coisas que fiz este fim-de-semana e foi uma experiência óptima, muito boa mesmo. Se têm vontade de experimentar algo que nunca fizeram e se tiverem a oportunidade, façam. É um bálsamo para a alma.

Procurem o vosso bálsamo.
A vossa alma agradece.

6 de Novembro de 2009

P.S.: I LOVE YOU GUYS

Ainda em recuperação da minha voz e garganta - sim, porque por causa do esforço fiquei com as cordas vocais e garganta inflamadas e os cházinhos e leitinhos quentinhos, o melzinho, as mebocaínas já não me fazem bem, antes pelo contrário, irritam mais a garganta - queria dizer-vos que este fim-de-semana não vou ter acesso ao computador e por isso não vou poder ainda responder às perguntas de Tarôt que me chegaram. Esta semana foi muito complicada e não consegui fazê-lo, por isso só vos peço que aguardem até domingo, pois a partir daí já vou poder responder às vossas questões e, melhor ainda, espero já estar mais curadinha desta voz.

Um óptimo fim-de-semana a todos!

5 de Novembro de 2009

OS FANTASMAS

É o AMOR!

Esta é a resposta do post anterior. Não sabiam, pois não? :P
E ainda numa onda de amor, quem é que já não se deparou com os amores passados? Aqueles que nos deixaram marcas e depois, sem saber como nem porquê, reaparecem um dia alegremente, casualmente, na nossa vida para nos fazer uma visita? Não, não são aqueles amores passados que reencontramos para reatar a relação, não é nada disso. São aquelas pessoas que revemos passado tanto tempo mas que não vêm para ficar. Vêm para nos testar. E não se iludam aqueles que pensam que só existem amores que aparecem assim casualmente. Porque existem aqueles amores passados com quem esbarramos mais frequentemente do que aquilo que gostaríamos, de quem recebemos uma mensagem mais vezes do que pensamos, enfim, que nos seguem muito mais do que pensamos que fosse possível.

E esses fantasmas conseguem fazer-nos questionar: Porquê? Porquê que este fantasma está a aparecer? Porque é que ele/a me ligou? Porque é que me disse/perguntou aquilo? Porquê agora? Porque é que isto está a acontecer? Porquê? Porquê? Porquê? Serão estas as perguntas certas? Ou serão: Porque é que isto me está a afectar? A razão pela qual este fantasma apareceu é mesmo assim tão importante para mim? Estou bem como estou? Com a minha vida? Comigo mesmo/a? Depois de se responderem a estas questões aí sim o fantasma pode continuar a sê-lo ou deixar de existir! Se deixar de existir, óptimo, não temos com o que nos preocupar. Se, pelo contrário, continuar a ser um fantasma, então aí é preciso decidir o que se quer fazer: confrontar esse fantasma (e ao mesmo tempo estamos a confrontar-nos a nós próprios/as, aos nossos receios e dúvidas) ou então deixar andar, não pensar, não confrontar - até que este realmente deixe de ser um fantasma naturalmente ou continue a fazer o que sempre faz quando aparece - colocar macaquinhos, dúvidas e perguntas na nossa cabeça!

Cabe-nos a nós manter
os nossos fantasmas
ou mandá-los embora de vez!

2 de Novembro de 2009

QUAL É COISA, QUAL É ELA...

...que foge se corremos atrás
mas vem pousar no nosso colo
quando não procuramos?


- Alguém sabe?

1 de Novembro de 2009

O ESPELHO DA VERDADE

Não gosto mesmo nada daquelas pessoas que criticam os outros por tudo e por nada e lhes apontam o dedo quando fazem algo que, supostamente, não está "certo", segundo o seu ponto de vista. Falam nas costas das pessoas, tecem comentários maldosos, olham-nas de cima abaixo, julgam-nas pelo que pensam saber, são irónicos/as, são cínicos/as, são maldosos/as, apressam-se a dizer que:"Eu nunca faria semelhante coisa." Aliás, perante os demais são perfeitos e irrepreensíveis.

Mas que direito têm para falar mal dos outros?
E mais, que ganham com isso?

Há uma história que conta que um belo dia ia Sócrates (o filósofo grego) a passear em Atenas, quando um conhecido seu o abordou e disse:
- Olha, sabes aquele teu amigo? Já soubeste o que ele fez? Nem sabes, ele...
E Sócrates, interrompendo-o, disse:
- Antes de continuares, diz-me uma coisa, aquilo que tens para me dizer é bom?
- Eh...não, mas...
- Então o que tens para me contar não é uma coisa boa sobre o meu amigo, certo?
- Não - respondeu o conhecido de Sócrates, sem perceber a razão das suas perguntas.
- E aquilo que tens para me dizer é verdade? - perguntou ainda Sócrates.
- Bem, é o que se diz por aí...- gaguejou.
- Não sabes se é verdade, nesse caso?
- Bem - reflectiu o homem - sinceramente, não sei se é verdade ou não.
- Então, deixa-me resumir: aquilo que me queres contar sobre o meu amigo não é bom e, para além de não ser bom, pode nem ser verdade. Por isso, escusas de me dizer, não estou interessado em saber. Se quiseres contar-me alguma coisa, conta-me algo bom e que seja verdade!

Antes olhar para si mesmo que falar dos outros.
O que nos outros são defeitos, em nós são sempre esforços!